Educação

Espaço destinado a artigos sobre educação financeira e assuntos relacionados.

Autor:
22/03/2012

Inúmeros objetos e utensílios foram usados como dinheiro em diferentes momentos da história e em diferentes lugares. Para saber quais os caminhos percorridos pelas moedas de troca até chegarem ao formato que nós conhecemos hoje, preparamos uma matéria que conta como, por exemplo, as pessoas passaram a adquirir produtos usando de ovos a moedas.


 

De conchas a cédulas
Esses são alguns dos materiais mais comuns usados para adquirir produtos e serviços em outros tempos: chá, penas de avestruz, bacalhau, presas de javali, contas de vidro, cacau, ovos, pele de animais, enxadas, chaleiras, fumo, pregos, óleo de oliva, bois, mandíbulas de porco, anzóis, crânios humanos, arroz, sal, escravos, dedais, marfim, vodka, tecidos, fios de lã e de sed, conchas.

Com o tempo, surgiu a necessidade de utilização de materiais que pudessem ser armazenados sem perigo de estragar e perder o valor. Como resposta a esta necessidade iniciou-se a utilização de metais preciosos (ouro, prata, bronze e cobre) como medida de troca para pagamentos. Inicialmente os metais eram derretidos e transformados em barras, lingotes, cubos ou placas.

As primeiras moedas de metal surgiram, aproximadamente, no ano 700 a.C., na Lídia (Grécia). Eram feitas de eletro, uma liga natural de ouro e prata. Este vocábulo é originário do nome, em latim, do templo da deusa "Juno Moneta" - local onde eram confeccionadas as moedas romanas, aproximadamente no século III a.C.

Mas o papel-moeda só foi criado alguns séculos depois. As primeiras cédulas surgiram na China no século VII, e eram confeccionadas com cascas de amoreira. Devido ao seu pouco peso era chamado de "dinheiro voador". O uso do papel-moeda veio a se tornar popular na Europa e nos EUA apenas na segunda metade do século XIX.
 

Como funciona hoje
O dinheiro, hoje, é uma quantia estipulada em moedas ou notas de papel (cédulas) que nós usamos para comprar produtos e serviços. Cada país decide que tipo de dinheiro vai usar. A maioria tem dinheiro de metal, as moedas, e dinheiro de papel, ou papel-moeda. No Brasil, a unidade básica do dinheiro é o Real (R$).

O governo do Brasil usa a Casa da Moeda, que é onde todo dinheiro brasileiro é impresso, para imprimir notas de R$2,00; R$5,00; R$10,00; R$20,00; R$50,00 e R$100,00. Também fabrica moedas de diferentes tamanhos, nos valores de R$0,05; R$0,10; R$0,25; R$0,50 2 R$1,00.

A Casa da Moeda fica no estado do Rio de Janeiro, no Distrito de Santa Cruz e é responsável apenas pela impressão do dinheiro. O papel é produzido pela indústria Papel Salto, que fica na cidade de Salto, interior do estado de São Paulo. O papel já sai com a marca d’ água e fio de segurança. Depois, é enviado à Casa da Moeda em grandes folhas. Em cada uma destas folhas, mais tarde, serão impressas cerca de 50 cédulas.
 

Quem desenha o dinheiro?
O profissional que cria as imagens que serão impressas no papel para a confecção do Real é chamado de “gravador”. Seu trabalho é extremamente delicado. Ao fazer o molde em metal, o gravador precisa riscar de três a oito linhas no espaço de 1 milímetro. Para arrancar estas pequenas lascas do metal utiliza um instrumento pontudo, o buril.

Para a realização deste trabalho os gravadores precisam de concentração absoluta. Tanto que não trabalham sexta-feira à tarde. Dizem que a ansiedade pela chegada do fim de semana pode provocar erros. E um erro na gravação pode significar a perda de semanas de trabalho.
No Brasil, não mais de dez pessoas estão habilitadas a exercer este trabalho. Um gravador leva até 48 dias para preparar a imagem de uma cédula.

 

Fonte: Meu Bolso em Dia

Autor:
22/03/2012

Poupe e concorra a prêmios


Se você já tem em mente um gasto futuro específico, uma boa alternativa para poupar de olho nesse objetivo é o título de capitalização. Você adquire um para formar um capital ao final de um período e, durante esse tempo, ter a oportunidade de receber prêmios por isso.

Esse tipo de investimento é bom para os que querem resistir à tentação de gastar o dinheiro poupado, já que você só pode resgatar o valor investido depois de um tempo estipulado no contrato.

Outra vantagem do título de capitalização é o sorteio de prêmios realizado pela instituição bancária que lhe vendeu o serviço. Geralmente, são prêmios em dinheiro, aos quais você concorre enquanto está pagando o título.
 

Comprando um título
Ao procurar o banco para realizar a compra do título, tire todas as suas dúvidas. Informe sobre o valor que você deseja poupar e peça orientações sobre o título que mais se adequa às suas necessidades. Questione sobre o prazo do título e como o pagamento será feito, se mensalmente (PM) ou de uma só vez (PU).

Atente para a diferença entre os prazos de pagamento e de vigência do título. O prazo de pagamento é o período em que o titular fará os pagamentos.
Já o prazo de vigência do título é o período em que este será administrado pela instituição que o vendeu. Assim, durante este período, os títulos são atualizados pela taxa referencial e capitalizados pela taxa de juros informada no ato da compra. Este período deve ser igual ou superior ao período de pagamento.

Há ainda dois tipos de títulos: o tradicional e o popular. No primeiro, o valor resgatado é, no mínimo, o valor investido. No segundo, você pode participar de sorteios e resgatar parte do total pago pelo título. Caso adquira o segundo e esteja interessado nos sorteios, preste atenção na série do seu título. 

É como um lote
Se na série que você adquiriu possuem 10 mil títulos, os sorteios serão realizados para esse grupo. Normalmente, o prazo de vigência dos títulos é igual ou superior a 12 meses e em séries que devem emitir no minimo 10.000 títulos, que podem ser adquiridos por até 10.000 clientes diferentes.
 

O que você vai pagar
O dinheiro que você vai pagar pelo seu título de capitalização serve para custear três tipos de cotas. 

Cota de Capitalização
Esse é o pagamento que você irá resgatar. O cálculo do resgate é feito em cima desse valor, que é atualizado mensalmente pela TR (taxa referencial), a mesma utilizada nas cadernetas de poupança, além da aplicação de taxa de juros definida nas condições gerais do contrato de compra, que é no mínimo 20% da taxa de juros mensal aplicada à poupança.

Cota de Sorteio
Esta parte do pagamento tem como objetivo custear os prêmios que serão sorteados aos titulares.

Cota de Carregamento
Cobrir custos de despesas com corretagem, administração do título, atendimento ao cliente, prevenir perdas. Este valor também é informado nas condições gerais.
 

Atenção!
O título não pode ser resgatado a qualquer momento. Existe um prazo de carência, ou seja, um período que o capital fica indisponível. Caso você queria resgatar o recurso antes do prazo de carência, haverá uma multa.

No caso de títulos com vigência igual a 12 meses, os pagamentos são fixos. Nos títulos com vigência maior que 12 meses, é opcional a atualização dos pagamentos, a cada 12 meses, aplicando-se uma correção.

No caso de atraso ou não pagamento, cada títulos estipula penalidades, normalmente juros e multa. Em qualquer situação, os títulos ficam suspensos e o titular não tem direito de participar dos sorteios enquanto durar a suspensão. Após um determinado número de pagamentos em atraso, o título é cancelado. Mesmo após o cancelamento, o titular tem o direito ao capital formado após o prazo de vigência.

Aplicar em títulos de capitalização não é o mesmo que aplicar na poupança. O título de capitalização é um produto. Além disso, o capital que você irá resgatar é sempre inferior ao capital que iria constituir caso colocasse na caderneta de poupança, já que desconta-se uma parte do valor pago para as despesas administrativas dos títulos, além das parcelas para custear os sorteios.

As premiações são os grandes diferenciais dos títulos de capitalização. O título de capitalização o obriga a poupar para não atrasar nos pagamentos e permite participar dos sorteios.

 

Fonte: Meu Bolso em Dia

Autor: Luciana Seabra
29/02/2012

Luis Ushirobira/Valor / Luis Ushirobira/ValorSérgio Ávila Maria e esposa, Paula Maria: "Se pegássemos um financiamento, só os juros corresponderiam ao aluguel do apartamento que queríamos"

Seis anos depois de quitar um apartamento no bairro do Panamby, em São Paulo, o casal Sérgio Ávila Maria, de 39 anos, e Paula Maria, de 36, decidiu se mudar para perto do trabalho, no Itaim. Foi quando os dois descobriram que um imóvel na região custaria o dobro do deles, o que exigiria um financiamento. Encontraram então um apartamento para alugar por R$ 7 mil. Era perto do trabalho, da escola do filho e 30 m2 maior. Fizeram as contas e tomaram uma decisão ousada - vender a casa própria e assumir um aluguel.

"Se pegássemos um financiamento, só os juros corresponderiam ao aluguel do apartamento que queríamos", diz Ávila. Além do dinheiro do imóvel, R$ 800 mil, a família vai investir parte da renda. O cálculo levou em conta quanto será preciso investir para pagar o aluguel e ter dinheiro suficiente para comprar outro imóvel de mesmo padrão em quatro anos. Para isso, a valorização imobiliária do período foi estimada em 50%.

Trocar a casa própria pelo aluguel é uma decisão polêmica entre consultores financeiros. Mesmo os que apoiam a ideia, consideram que não há resposta definitiva. É preciso, no momento da decisão, avaliar a situação dos mercados imobiliário e financeiro. Além disso, estar certo de que todas as variáveis estão no cálculo, como a valorização do imóvel, a corretagem e imposto de renda sobre o lucro imobiliário.

É preciso ponderar até mesmo a capacidade psicológica de lidar com a insegurança do aluguel, principalmente em um país em que o valor da casa própria é muito arraigado.

O consultor financeiro do Valor, Marcelo d'Agosto, simulou o cálculo inicial para um apartamento vendido por R$ 1 milhão. Considerando uma taxa média de corretagem de 6%, vão-se logo R$ 60 mil. O imposto sobre o lucro imobiliário, já que outro imóvel não será comprado em seis meses, é de 15%. Considerando que o apartamento foi comprado por R$ 400 mil, lá se vão outros R$ 81 mil.

Com R$ 859 mil em mãos, é hora de investir. Como o aluguel é reajustado pela inflação, d'Agosto simula um investimento em NTN-B, que paga a variação do IPCA mais uma taxa prefixada. Foi escolhido um papel com vencimento em maio de 2045, que paga a cada semestre 2,96%. São R$ 22,9 mil, ou, quando divididos pelos seis meses, R$ 3,8 mil. Esse é, portanto, o rendimento mensal conservador para um apartamento de R$ 1 milhão.

  

Caso queira casar rendimento e aluguel, o personagem da simulação deve buscar neste momento um aluguel de R$ 3,8 mil, desde que o condomínio dos dois imóveis seja igual. É bom lembrar que o aluguel também sofre reajustes reais, o que deve levar a uma revisão da opção ao menos a cada renovação de contrato.

O professor da BBS Business School Ricardo Torres sugere que se compare o aluguel, como um percentual do valor do imóvel, com o que rende um investimento conservador. Como considera que os alugueis não acompanharam o boom recente nos preços dos imóveis, Torres aposta que os cálculos apontem para o aluguel.

Se o aluguel custa 0,3% do preço do imóvel - como Torres estima que tenha ocorrido em algumas das regiões mais valorizadas do país em janeiro -, esse índice pode ser comparado com o CDI do mesmo período. O juro interbancário, que serve de referencial para aplicações conservadoras, ficou em 0,89% no primeiro mês do ano.

Com base nessa conta, esse é um bom momento para alugar em vez de comprar, diz Torres. "Os preços dos imóveis saíram totalmente da realidade. Esse é hoje um mercado de vendedores, não de compradores." A visão de Torres, entretanto, não é unânime. Há quem pense que, com o crescimento das cidades, ainda resta muito espaço para valorização dos imóveis.

Fonte: valor econômico

Autor:
08/02/2012

Comprar ou alugar casa para temporada

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A temporada de férias já iniciou e algumas pessoas ficam em dúvida se a melhor opção é comprar ou alugar uma casa de veraneio. O mais indicado é pesar os prós e os contras de cada uma, adequando sua família e suas finanças.

Ao pensar em adquirir uma casa, alguns pagamentos extras devem estar no planejamento, como gastos com possíveis consertos e reformas, caseiro e IPTU. Conforto também é outro ponto a ser observado. Ao adquirir um imóvel, o proprietário tem condições de decorar a casa de acordo com o seu gosto. Contudo, ao optar pela compra a família também pode ficar engessada a ir sempre para o mesmo lugar e, com isso, gerar algum tipo de divergência entre os componentes da família.

É preciso também levar em consideração o valor pago em uma casa alugada. Ele pode ser bastante alto se a viagem for planejada na alta temporada. Comprando o imóvel, você terá condições de viajar em qualquer período do ano, sem a preocupação de se planejar na época do ano com menos procura.

As opções devem ser analisadas cuidadosamente. Ainda é possível dividir o valor de uma casa por mais de uma família, tanto na compra quanto no aluguel. Faça um planejamento previamente, verifique as suas possibilidades e curta suas férias. Para saber mais sobre esse assunto, acompanhe a entrevista com o Economista e Consultor Financeiro da Certa Consultoria Empresarial, Rafael Bernardino.

Valia em Dia: Quais devem ser os critérios avaliados antes de escolher entre alugar ou comprar uma casa para as férias?

Rafael Bernardino: Os critérios devem ser os seguintes:
1) valor do investimento;
2) o tempo disponível para utilizar a casa. Isto é, quantos dias do ano a casa será utilizada? Somente nas férias ou também nos finais de semana?
3) Custo médio mensal (e anual) de manutenção do imóvel;
4) verificar o valor médio de aluguel de imóveis disponíveis no mesmo local e comparar com o custo de manutenção e impostos no caso de compra;
5) Possibilidade de valorização do investimento para calcular a possibilidade de ganho no caso de venda futura do imóvel;
6) Possibilidade do imóvel ser alugado e de ser uma fonte de renda adicional.

Valia em Dia: Quais são os benefícios e os desafios da compra?

Rafael Bernardino: Os benefícios:
1) Valorização do imóvel adquirido;
2) Possível renda oriunda de aluguel;
3) Utilização do imóvel no período de férias.

Os desafios:
1) Evitar compra na base da empolgação;
2) Avaliar o orçamento pessoal e verificar os “custos de oportunidade”, isto é, se o valor a ser investido não poderia ser aplicado em outra modalidade de investimento, e o rendimento obtido ser suficiente para alugar outro imóvel, ou, até mesmo, hospedar-se em um hotel durante as férias.

Valia em Dia: Quais são os benefícios e os desafios do aluguel?

Rafael Bernardino: Os benefícios:
1) Evita imobilização de recursos em um imóvel que possivelmente tenha um custo de manutenção elevado, a ponto de os gastos anuais superarem, por exemplo, os custos de diárias de hotel em locais agradáveis.
2) Possibilidade da pessoa poder variar os locais para passar suas férias, não tendo a necessidade de ir sempre para o mesmo destino.
Os desafios são mais relacionados com a possibilidade de não encontrar hotéis ou outro tipo de acomodação no período desejado.

Valia em Dia: Como o mercado tem se relacionado com relação a compra e aluguel de imóveis? Houve algum crescimento?

Rafael Bernardino: O mercado imobiliário, de uma maneira geral, vem crescendo em todas as regiões do Brasil nos últimos anos. Os investimentos destinados a aluguel, no caso de imóveis para férias, têm sido menores. Ter uma segunda moradia ainda faz parte do desejo de brasileiros, mas acredito que em menor escala do que no passado. O crescimento mais significativo de compra de imóvel para aluguel se verifica nas propriedades comerciais. Este segmento tem sido crescente, pois o aumento dos negócios e da economia em geral estimula sua valorização.

Fonte: www.nucleodaideia.com.br/valiaemdia.

Autor:
16/01/2012

Investimento: Tesouro Direto


Deixar de comprar hoje para poder comprar mais no futuro. Basicamente, é isso que um investimento pode oferecer para você.

Uma das opções de investimento que você pode fazer é o Tesouro Direto, um programa de venda de Títulos Públicos a pessoas físicas por meio da internet. Ele foi criado pelo Tesouro Nacional em parceria com a BM&FBOVESPA em 2002.


Títulos Públicos
Títulos Públicos são ativos de renda fixa (como os Certificados de Depósito Bancário emitidos pelos bancos) criados pelo governo e emitidos por meio do Tesouro Nacional para financiar a dívida pública.

Existem dois tipos de títulos públicos, cada um com as suas características. Fique por dentro dos detalhes:
 

  Prefixados Pós-fixados
Características Você sabe quanto vai receber logo de início, pois a rentabilidade é definida no momento da compra. Você só precisa permanecer com o título até a data de vencimento. Sempre têm a rentabilidade vinculada a algum indexador.
Tipos LTN (Letras do Tesouro Nacional)
Você recebe o valor investido acrescido dos juros apenas na data do vencimento ou de venda do título.

NTN-F (Notas do Tesouro Nacional - Série F)
Tem um fluxo de rendimentos periódicos (cupons semestrais) a uma taxa de juros predefinida.
LFT (Letras Financeiras do Tesouro)
Vinculado à variação da taxa Selic (taxa de juro básica da economia).
Você recebe o principal e o rendimento na data do vencimento ou da venda do título.

NTN-B (Notas do Tesouro Nacional - Série B)
Vinculado à variação do índice de inflação IPCA (índice calculado mensalmente pelo IBGE).
Você pode ter o pagamento de rentabilidade só no vencimento ou venda (se comprar a NTN-B-Principal) ou fluxo de pagamento que permite o recebimento dos juros a cada semestre (NTN-B).

NTN-C (Notas do Tesouro Nacional - Série C)
Vinculado à variação do IGP-M (índice de inflação calculado mensalmente pela Fundação Getúlio Vargas). O pagamento dos juros é feito a cada semestre.


O pagamento de rentabilidade só no vencimento ou venda também pode ser chamado de pagamento simples pelos especialistas no assunto. Por isso, não precisa se espantar se vir esse termo por aí!



Como devo escolher?
Geralmente, quem quer investir escolhe um título prefixado quando imagina um cenário futuro de queda de taxa de juros ou inflação (as taxas do momento não devem se manter dentro do período analisado para o investimento).

As taxas pós-fixadas podem ser uma boa opção para quem imagina que as taxas de juros ou inflação devam subir num futuro próximo ou para quem quer fazer uma aplicação de longo prazo (acima de três anos). Nesse tempo, fica mais difícil fazer projeções e os indexadores de inflação ou taxa de juros podem garantir uma proteção adequada ao valor investido.

O Tesouro Direto oferece títulos com vencimento de longo prazo, por exemplo, até 2045.
 

Quando você compra títulos públicos pelo Tesouro Direto, tem um investimento garantido pelo Tesouro Nacional e a oportunidade de formar poupança de longo prazo.

Além dessas vantagens, você também aproveita o custo de aquisição dos títulos competitivo (comparado a outras formas de investimento) e a possibilidade de montar uma carteira de investimentos de acordo com os objetivos e combinando diferentes tipos de títulos, com datas de vencimentos que atendam às necessidades de resgate.

Fonte: Meu Bolso em Dia

Autor:
16/01/2012

As dez perguntas mais comuns sobre investimento


1- Qual o valor mínimo necessário para se começar a investir?

Não existe valor mínimo para começarmos a investir, mas é importante lembrar que com pequenas quantias podemos ter custos elevados, como taxas de administração, custódia, além dos impostos como IOF e IR. Dessa forma, é importante avaliarmos o valor inicial antes de tomarmos a decisão. É fundamental fazermos um esforço de pouparmos todo mês, mesmos que seja uma pequena quantia.


2- O que devemos avaliar antes de escolher o tipo de investimento?

Devemos analisar nossos objetivos e nosso horizonte de investimento, ou seja, estou investindo com que finalidade? Comprar um computador, um carro ou um imóvel? Para cada um, teremos que escolher o investimento mais adequado em função do tempo necessário (horizonte de investimento). Também precisamos definir nosso perfil de risco, ou seja, nossa capacidade de lidar com eventuais prejuízos. Acesse a ferramenta e descubra qual o seu perfil de investidor.


3- Para pequenas quantias como R$20, R$ 30, ou R$ 50, qual a melhor alternativa de investimento?

A melhor alternativa é a caderneta de poupança, ela remunera a aplicação com juros de 6% ao ano e além disso corrige o valor aplicado pela taxa referencial (TR).O investidor pode resgatar seu dinheiro corrigido todo mês na data de aniversário do investimento. Outra vantagem é que a poupança é isenta de imposto de renda sobre os ganhos obtidos e não existe nenhum tipo de taxa de administração para a manutenção da conta poupança.Os investimentos em poupança contam com a garantia do Fundo Garantido de Crédito até o valor de R$ 70.000,00, por CPF. Consulte www.fgc.or.br


4- O que são fundos de investimento?

São investimentos coletivos, como um condomínio. Quando investimos em fundos, estamos adquirindo cotas. Essas cotas são valorizadas diariamente em função do tipo de fundo, como por exemplo, de renda fixa, referenciados ou de renda variável.

O investidor deverá pagar ao administrador do fundo uma taxa de administração que é calculada diariamente. Em alguns casos pode haver outras taxas. A maioria dos fundos oferece liquidez diária a partir de 30 dias de aplicação.


5- Qual a tributação existente nos fundos de investimento?

Haverá tributação dos ganhos obtidos em função do tipo de fundo. Se for de renda fixa, a alíquota do imposto irá variar de 22,5% a 15% sobre os rendimentos; se for fundo de ações (renda variável) a alíquota é de 15% sobre o ganho de capital. No caso dos fundos de renda fixa, haverá antecipação do imposto a pagar nos meses de Maio e Novembro, conhecido come-cotas.


6- Quanto devo investir em fundos de investimento?

Não existe valor mínimo para investir em fundos de investimento, geralmente os grandes bancos oferecem a possibilidade de investir a partir de R$100, mas seria interessante termos uma quantia maior, pois desta forma conseguimos taxas de administração menores.


7-O que são os Certificados de Depósito Bancário?

São depósitos a prazo remunerados e oferecidos pelos bancos, com garantia do Fundo Garantidor de Crédito – FGC, de até R$ 70.000,00. Também são tributados os ganhos em função dos prazos. As alíquotas vão de 22,50% a 15,00% sobre os rendimentos em função do prazo.


8-Quando devo investir em CDB’S?

O CDB é um título emitido pelos bancos que vão utilizar o dinheiro captado para realizar financiamentos para as empresas, como um capital de giro que ajudará essas empresas na compra de matéria prima para produção e no pagamento dos salários dos colaboradores.

A aplicação em CDB’s é vantajosa quando temos uma quantia maior, como por exemplo R$1.000. Caso contrário, as taxas obtidas e o imposto de renda acabam comendo boa parte dos ganhos. Para mais informações sobre esse tipo de investimento, acesse.


9- Como faço para iniciar os investimentos em ações?

O primeiro passo é escolher uma corretora, considerando que o investimento em ações tem maior risco. Não se esqueça de descobrir qual o seu perfil de risco.


10- Como devo proceder para escolher uma corretora?

Deve procurar saber quais as taxas cobradas em função dos volumes e das informações disponibilizadas pelas corretoras.

Fonte: Meu Bolso em Dia

Autor: Natália Xavier
13/12/2011

Feira mensal é saída econômica

Consultores apontam que é mais vantajoso fazer compras de alimentos uma vez por mês e aproveitar as promoções dos supermercados

Aproveitar promoções, comprar somente o necessário e fazer pesquisas de preços são algumas das saídas apontadas por especialistas para conseguir economizar na hora de comprar alimentos. Com os preços em alta, os gastos com alimentação já comprometem, em média, 24,1% da renda das famílias paraibanas, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para o supervisor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Renato Silva, desde o segundo semestre do ano passado, os alimentos tiveram um repique inflacionário que impactou o índice geral de preços.

Gastos com alimentação já comprometem 24,1% da renda das famílias paraibanas

“Produtos considerados commodities, devido às turbulências externas que fizeram com que os seus preços aumentassem externamente e internamente, tiveram uma variação positiva em seus preços, como é o caso do açúcar, café, soja e carne. Mas, o que se pode afirmar que os aumentos que tiveram maior impacto na nossa cesta de consumo nos últimos meses foram produtos que respondem a questões climáticas, como secas, geadas e chuvas fortes”, destacou.

Com os preços em alta, para conseguir economizar, Renato Silva afirma que é preciso ficar atento e evitar compras em algumas épocas do mês e sempre ficar atento às pesquisas de preços entre um estabelecimento e outro. “O bom é não comprar nos dias de pagamento, pois você acaba comprando além do que precisa”, afirmou.

Sempre atenta às promoções, a secretária Verônica Santoro é uma daquelas que faz questão de economizar quando o assunto é a compra de alimentos. Para ter mais controle sobre os preços que estão sendo praticados, ela conta que sempre que passa em frente a algum supermercado acaba entrando para ver os preços e pegar encartes promocionais.

“Como atualmente só somos meu marido e eu, e nós não almoçamos em casa e não tenho mais costume de fazer uma feira grande no mês, costumo observar as promoções e sempre aproveito os preços mais baixos para comprar algo que tiver faltando em casa. Já sei até os dias que têm promoções em alguns supermercados”, comentou.

Com relação à periodicidade com que as compras devem ser realizadas, o consultor financeiro Guilherme Baía, acredita que é preciso adequar as compras à necessidade da família e ao período de recebimento dos salários, mas, em linhas gerais, a melhor alternativa é fazer as compras uma vez por mês. “Considerando que os preços estão estáveis com tendência de elevação no curto prazo em razão da inflação e da sazonalidade, o ideal é que as compras sejam feitas mensalmente, ou seja, compre o máximo que puder para consumo dentro do mês”, ressaltou. Para aproveitar as promoções para poupar, o economista Rafael Bernardino destaca que é preciso ter controle do que vai comprar, caso contrário a pessoa poderá ter-minar gastando bem mais do que pretendia. “As promoções valerão a pena se listarem produtos que efetivamente o consumidor esteja precisando. Será um erro comprar um produto porque está na 'promoção' se este não fizer parte efetivamente da lista de necessidade do consumidor”.

O secretário-executivo do Procon-JP, Sandro Targino, alerta que o consumidor fique atento ao prazo de validade dos produtos. “Muitos entram em promoção quando estão no período final do prazo de validade. Por isso, é bom o consumidor ter cuidado na oferta para fazer um estoquem casa, pois eles vão perder a validade em pouco tempo”, ressaltou.

Compras dos horti-fruta semanal

Para evitar perdas de alimentos perecíveis, frutas, legumes e verduras devem ser compradas semanalmente ou no máximo em 15 dias

Diferente dos alimentos não perecíveis, comprar frutas, legumes e verduras quinzenalmente ou até mesmo semanalmente pode ser uma alternativa para economizar. Segundo especialistas, ao comprar esses alimentos mensalmente, o consumidor corre o risco de que eles se estraguem e a economia que porventura tenha sido feita na hora da compra acaba “indo para o lixo”.

Além disso, a escolha do local da compra também é fundamental para economizar. Segundo o coordenador do Procon Municipal de João Pessoa (Procon-JP), Sandro Targino, os preços em feiras livres geralmente são mais baixos que em supermercados, mas com frequência os grandes estabelecimentos fa-zem promoções com preços mais convidativos.“Muitos supermercados têm maior poder de compra e conseguem fazer promoções com preços inferiores aos verificados nas feiras. É importante que o consumidor fique atento. Se já vai comprar algo no supermercado, verifique quanto custam as frutas e verduras que geralmente compra na feira, veja quais estão mais baratas e aproveite para comprar”, aconselha.

Por sua vez, o consultor financeiro Guilherme Baía, destaca que para quem recebe vale-alimentação e faz a feira utilizando este benefício é melhor comprar as frutas, verduras e legumes em supermercados que aceitem esta forma de pagamento. No caso de quem realiza o pagamento em dinheiro, negociar os preços em feiras livres pode garantir economia. “Nem sempre na feira livre o preço será mais barato, mas, pelo menos, há maior possibilidade de negociação.

 

Deslocamento precisa ser considerado

Além de dar atenção especial aos locais onde os preços são mais baixos, especialistas aconselham que outras despesas também devem ser levadas em conta na hora de comprar. Um exemplo é considerar a distância entre o estabelecimento escolhido e a residência. “Não terá sentido, por exemplo, ir a um bairro distante e gastar mais com combustíveis do que a economia que pode ser gerada na compra”, ressalta o Consultor da CERTA Consultoria, economista Rafael Bernardino.

O consultor financeiro Guilherme Baía acrescenta que compras em estabelecimentos que fiquem distantes do trabalho ou da casa do consumidor não compensam quando é uma pequena compra. “Não vale a pena se deslocar para um supermercado para pesquisar somente o preço do refrigerante para o almoço de domingo se o custo da pesquisa pode ser maior que o item a ser comprado”, afirmou.

Fonte: Jornal da Paraíba - 04/12/2011

Autor: Cleantony Medeiros
28/11/2011

Comece a planejar as despesas do final de ano


Quando menos se espera, ele está de volta: o fim do ano, junto com despesas extras, festas de fim de ano e contas para pagar. Porém, antes desse período, é preciso ter atenção ao orçamento para não extrapolar nas contas e evitar acúmulo de gastos. Planejando desde cedo a probabilidade de iniciar um ano novo com dívidas é pequena.


Para que o bolso suporte tudo isso, é necessário um planejamento prévio e cuidado especial para não deixar os pagamentos para janeiro, já que o primeiro mês do ano vem junto com novos gastos, como impostos e material escolar. Portanto, para tornar esse período mais tranqüilo é importante planejar desde já. Especialistas recomendam algumas estratégias para que esses planos se concretizem e facilitem a sua vida.


A primeira providência é colocar toda a receita dos próximos três meses no papel. Nessa lista, entrará o 13° salário, rendas fixas, recursos adicionais, entre outros. Abatendo os gastos desse cálculo, a pessoa deverá obter uma média do valor disponível para as festas. Outra dica é evitar os parcelamentos longos neste momento. Dessa forma, é possível evitar a perda de controle das despesas.


Além disso, para quem deseja viajar nas férias, é essencial planejar nesses últimos meses, para começar a pagar com antecedência e poder viajar com parte dos gastos já pagos. Outro fator importante são as dívidas. Se possível, procure quitá-las antes do final do ano, mesmo que para isso, precise abrir mão de algumas coisas.


Para saber sobre como evitar as dívidas nesses últimos meses do ano, acompanhe a entrevista com o Economista e Consultor Financeiro da CERTA – Consultoria Empresarial, Rafael Bernardino de Sousa.


RAFAEL BERNARDINO DE SOUSA é economista, consultor financeiro independente e possui a certificação Certified Financial Planner (CFP), a qual é gerenciada e controlada internacionalmente pelo Financial Planning Standards Board - FPSB. No Brasil, a responsabilidade pela aplicação de exames, gerenciamento e controle dessa certificação é do Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros – IBCPF (www.ibcpf.org.br).


Valia em dia: Qual a melhor maneira de começar o ano novo sem dívidas?
Rafael Bernardino: Planejando-se previamente e evitando realizar compras com valores acima da disponibilidade financeira pessoal.


Valia em dia: Qual a importância de planejar a vida financeira com antecedência?
Rafael Bernardino: Esse é um fator fundamental para quem deseja ter uma vida saudável e feliz. O planejamento é o instrumento através do qual a pessoa pode verificar de forma clara, sincera e transparente, quais são as suas reais condições financeiras, tanto no que diz respeito as fontes de seus ganhos ou receitas (salários, aluguel, mesada, pensão, juros de possível investimento financeiro, entre outras), como também, com relação as suas despesas. Um planejamento bem feito deve ser o norteador das decisões financeiras, futuras de limitar gastos e orientar prioridades.


Valia em dia: Quais as características, em geral, do comportamento do brasileiro em relação às compras de final de ano?
Rafael Bernardino: Grande parte das famílias brasileiras se deixa levar pelo estímulos publicitários à respeito do consumo e muitas vezes gastam em excesso, pois para isso, existe uma série de instrumentos facilitadores de compras, a exemplo de cartões de créditos, cheque pré-datados, crediário de lojas, entre outros.


Fonte: Valia em dia com adaptações
 

Autor: Alexandre Canalini, CFP
03/07/2011

Recebi uma herança: como escolher um planejador financeiro?
 

Questâo: Recebi uma herança. Busquei a indicação de três profissionais de planejamento financeiro. Conversei com pessoas próximas que me informaram que este ainda é um mercado em desenvolvimento e sem parâmetros estabelecidos. Como saber se um trabalho de planejamento está sendo bem feito? O que esperar de um planejamento financeiro com excelência?

Resposta: A oscilação do mercado de capitais, a integração e a rapidez com que os ativos passaram a incorporar novas informações e casos de recebimento de heranças tornaram a demanda por profissionais do setor ainda maior.

Um indivíduo que busque orientação financeira tem um grande desafio pela frente. Como avaliar um bom trabalho num segmento recente e sem padrões estabelecidos no Brasil?

Um planejamento financeiro inicia com um trabalho investigativo. Com a coleta das informações e o diagnóstico do cliente, é iniciada a fase de estruturação e posterior orientação. Durante todo processo de coleta de informações, estruturação e orientação, algumas diretrizes precisam ser adotadas para o desenvolvimento imparcial da atividade.

A orientação financeira, com frequência coloca o planejador em situações em que há conflito de interesse entre a melhor solução para o cliente e a recomendação mais rentável ao planejador. Em boa parte dos casos esse conflito surge nos preços dos produtos financeiros usados. Diante dessa situação, um bom planejador financeiro deve atuar com o compromisso de colocar o interesse do cliente em primeiro lugar não obtendo qualquer vantagem ou ganho pessoal com as indicações de produtos.

No momento em que é identificada a necessidade de uso de um produto financeiro, o planejador, ao fazer a indicação, deve agir com probidade, revelando qualquer conflito atual ou potencial que possa ocorrer entre a indicação feita e o seu interesse.

A relação construída entre um planejador financeiro e um cliente é fundamentada na confiança, tanto na prestação das informações relevantes, as quais o planejador deve confidencialidade, quanto na indicação de soluções financeiras. A transparência, a honestidade e a isenção tanto do planejador quanto do cliente são fatores cruciais para um bom planejamento financeiro. Agir com integridade é uma postura obrigatória do profissional.

Um planejador financeiro possui habilidades e conhecimentos de diversos temas. A competência desenvolvida ao longo de sua formação deve ser somada a postura profissional e a conduta diante de todos "stakeholders". A conduta digna e o respeito entre as partes relacionadas somam na construção do profissional e nas suas orientações.

A sofisticação do mercado de capitais, especialmente na estruturação de operações e na criação de instrumentos derivativos, muitas vezes de difícil entendimento até mesmo para os profissionais do mercado financeiro, passou a exigir mais rigor e zelo por parte dos planejadores. O compromisso assumido por um planejador em um projeto o obriga a agir de forma diligente e com grande dedicação.

O planejador deve atender as necessidades de um cliente de forma direta, clara e transparente. É comum um profissional ser procurado numa situação que o cliente precisa somente de uma alocação de ativos ou uma reestruturação de portfólio. Nesses casos é importante atender ao escopo que a situação impõe e tratar de forma objetiva o trabalho desenvolvido.

Os institutos que promovem certificações aos profissionais do setor exigem mais do que a assinatura e concordância com um código de ética e conduta. Possuem procedimentos dinâmicos com constantes modificações, avaliações, estudos, apurações e punições de profissionais que violem as diretrizes éticas estabelecidas pelos certificadores.

Um trabalho de excelência em planejamento financeiro passa em primeiro lugar pela ética do profissional, antes de qualquer outro atributo ou desempenho que possa ser atribuído.

Alexandre Canalini é Planejador Financeiro Pessoal e possui a Certificação CFP (Certified Financial Planner) concedida pelo Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros (IBCPF) E-mail: alexandrecanalini@hotmail.com

Autor: Rogério Bastos
18/02/2011

brasil precisa desc

Vem surgindo no Brasil a figura do planejador financeiro, profissional que tem grande importância na vida dos investidores nos mercados desenvolvidos. Nos Estados Unidos, onde a profissão tomou forma e tem hoje maior destaque, cerca de um terço dos investidores usam planejadores financeiros e, destes, 87% declararam que estão tomando decisões melhores em relação a seus investimentos depois que buscaram a ajuda de seus planejadores financeiros. Os dados são da Financial Planning Association (FPA), dos Estados Unidos.


Mas afinal, o que faz um planejador financeiro e por que ter a assessoria de um desses profissionais pode ser importante?
O planejador financeiro tem como principal atribuição ajudar seus clientes a criar e implementar um plano financeiro que lhes permita atingir seus objetivos no longo prazo. Para a montagem desse plano, depois de definidos os objetivos de longo prazo, são examinados diversos fatores.
Os detalhes de um plano financeiro são demasiadamente complexos para expor neste espaço, mais vamos passar pelos principais fatores que devem ser observados na montagem de qualquer plano financeiro: seguros, investimentos e sucessão.


Seguros: Esta é a parte menos óbvia do planejamento financeiro e, infelizmente para aqueles que não lhe dão a devida importância, uma das mais importantes. Ter uma cobertura adequada para os indivíduos e seus bens é parte fundamental do processo de acúmulo de riqueza, pois a ocorrência de eventos não previstos (e não cobertos) nesta fase pode causar um grande prejuízo que coloque em risco todo o acúmulo de riqueza e, por consequência, o planejamento. Tipicamente são analisadas do ponto de vista de segurança e adequação as coberturas dos seguros de saúde, vida (e acidentes pessoais), residência, carros e outros bens de valor.


Sucessão: Aqui devem ser alinhados os objetivos de longo prazo dos indivíduos e famílias com os planos de sucessão. No caso típico, o planejamento de sucessão pode não só evitar surpresas e despesas desnecessárias num evento de sucessão, mas também longos inventários e até brigas na família se bem planejados e executados. A utilização de veículos de investimentos alinhados com a sucessão é peça chave de qualquer plano financeiro, afinal a ideia é ter patrimônio para viver bem e passar para as próximas gerações.


Investimentos: A análise dos objetivos e do perfil de risco do cliente é o ponto de partida para esta que é, sem dúvida, a parte mais importante de qualquer plano financeiro. A escolha dos investimentos mais adequados passa, entre outros, pelos seguintes aspectos: perfil de risco, tributação, liquidez, rentabilidade e custos. A eficiência e a imparcialidade do planejador financeiro são da maior importância e têm grande impacto no retorno de longo prazo. Com a queda da taxa de juros reais observada no Brasil ao longo dos últimos anos, a escolha dos investimentos adequados para atingir os objetivos do longo prazo dos indivíduos e famílias passa a ser decisiva no sucesso de qualquer processo de planejamento financeiro.


Depois de preparado, amplamente discutido com o cliente e sua família e acordado, o plano financeiro deve ser implementado e monitorado constantemente, com ênfase especial na carteira de investimentos, para tomar ações corretivas sempre que ocorrerem desalinhamentos em relação ao plano original.
Também é importante revisar o plano, pelo menos uma vez por ano, ou quando houver qualquer alteração nos objetivos de longo prazo, uma vez que tais alterações podem ter impactos significativos sobre a implementação do plano.


Caso você esteja pensando "mas isso não é para mim!", saiba que apesar do foco do planejamento mudar em função da sua situação financeira atual, renda e idade, o planejamento financeiro tem grande utilidade na vida de todos.


No Brasil a profissão de planejador financeiro ainda não é reconhecida oficialmente. Porém, a exemplo do que ocorre no resto do mundo, já existe um processo de certificação de profissionais de planejamento financeiro que tenham notório saber na área (verificado através de um exame rigoroso aplicado pelo IBCPF - Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros) que concede-lhes o direito de uso da marca CFP (Planejador Financeiro Certificado). Uma lista desses profissionais está disponível no site do IBCPF: www.ibcpf.org.


Rogério Bastos é sócio da FinPlan Consultoria e Gestão de Investimentos e Planejador Financeiro certificado pelo Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros (IBCPF).

Autor: Cássia D’Aquino
18/02/2011

perguntas e respostas

Qual o primeiro passo para quem pretende aproveitar a virada de ano para organizar a vida financeira?
A primeira atitude é refletir sobre por que você está numa situação ruim – quais as influências e práticas em relação ao dinheiro que estão na base do seu modo de lidar com a moeda.


Identificadas as causas da dificuldade de se organizar, qual é a próxima medida?
É preciso se perguntar, honestamente, se você realmente deseja a mudança, se está disposto a comprar esse desafio. Só depois de responder a essa questão
é que se deve passar à ação.


Que atitudes práticas podem ser adotadas de imediato?
Primeiro, faça uma lista de todos os cheques pré-datados do Natal e reserve dinheiro para eles. Depois, pague as contas urgentes. Fixar um orçamento básico é essencial. Ponha numa planilha todas as despesas e fontes de receita.


Algumas pessoas desanimam só de pensar em elaborar uma planilha...
É chato mesmo. Mas não tem mágica. Só existe duas maneiras de equilibrar o orçamento: aumentar os ganhos ou cortar despesas. Para isso, é preciso conhecer sua real situação financeira.


Muita gente desiste do plano porque estabelece metas inatingíveis.
O segredo é estabelecer objetivos de curto prazo. Economizar é como fazer exercício físico: se você não faz há 10 anos, não adianta querer começar com 300 abdominais. Você não vai juntar R$ 1 milhão no primeiro ano.


Quais são os outros erros comuns?
Achar que só o fato de ter uma poupança já é suficiente. É muito comum pessoas que têm dívidas e aplicações ao mesmo tempo, o que é absurdo. Primeiro, pague todas as dívidas e depois comece a poupar.


Há boas chances dessa decisão ser mantida ao longo do tempo?
Promessas desse tipo são como dieta. No começo, você jura que atingirá seus objetivos. Mas, em geral, desiste no primeiro obstáculo. O segredo é concentrar a atenção no resultado que o planejamento financeiro irá trazer.


Iniciar o processo é a etapa mais difícil da mudança?
Sim, a tomada inicial de consciência requer coragem. É nessa hora que você descobre quais são aquelas pessoas que “moram” dentro de você – pai, mãe, marido, etc. – e que influem nas suas crenças sobre dinheiro, mesmo de forma inconsciente.
 

Como manter a motivação depois de passada a euforia inicial?
Em geral, se a pessoa cumpre a proposta durante três meses, ela consegue continuar. Mas, se você extrapolar o limite, não se culpe. A dificuldade de se
planejar é uma síndrome nacional.


Há um senso comum de que certas pessoas não têm habilidade para organizar as finanças.
Lidar com dinheiro não é algo nato. Todo mundo precisa aprender. Em educação financeira, há quatro princípios básicos: aprender a ganhar dinheiro, aprender a gastar, poupar e, principalmente, aprender a doar.

Autor: Rafael Bernardino
17/02/2011

efeitos da crise

Gostaria de fazer uma proposta aos meus colegas economistas, principalmente aos que têm acesso à mídia e são formadores de opinião. Que tal aprofundarem-se melhor nas análises dos verdadeiros efeitos da crise internacional sobre a economia brasileira e parar de vender expectativas negativas?
Tenho observado inúmeros diagnósticos a respeito de um futuro nebuloso para a economia, com risco de desemprego e outros prognósticos que nem sempre estão baseados na realidade do dia-a-dia do funcionamento das nossas empresas e da economia. Afirmar que a economia brasileira é globalizada e, por isso, não ficará imune à crise, parece ser uma simplificação muita exagerada da realidade.


O fato de uma grande mineradora ter feito demissões e também o episódio em que um pequeno número de grandes empresas perdeu um significativo volume de recursos com operações inovadoras (derivativos de câmbio) não devem ser considerados o fim do mundo. Vale recordar que a mineradora vinha conseguindo excepcionais índices de crescimento dos seus negócios, inclusive nos preços. Quanto aos prejuízos com derivativos, as perdas das empresas foram ganhos dos bancos e, por isso, o efeito macroeconômico desse episódio pode ser considerado irrelevante.

As grandes perdas verificadas na Bovespa no ano passado também podem ser encaradas como uma situação normal, se considerarmos o enorme volume de recursos que anteriormente foram injetados na bolsa por investidores internacionais.

O consumidor brasileiro, em sua grande maioria, não possuía dinheiro aplicado na bolsa. Os bancos brasileiros também não aplicaram recursos em papéis subprime no mercado dos Estados Unidos. Assim, os prejuízos sofridos pelos bancos internacionais, especialmente os americanos, não tiveram qualquer reflexo na indústria bancária brasileira. Da mesma forma que os prejuízos decorrentes da queda da bolsa devem ter ficado restritos a um pequeno número de investidores nacionais, que, inclusive, conhece muito bem o grau de risco inerente a esse tipo de investimento.

A retração que por ora se verifica na indústria automobilística brasileira também não é o "fim do mundo", especialmente porque essa indústria vinha trabalhando como nunca e registrando elevados índices de produção e vendas, cuja base de sustentação era um sistema de financiamento que vinha operando em bases anormais. Financiar automóveis com prazo de até 100 meses, sem que o comprador (financiado) precisasse pagar qualquer valor como entrada, parece ser uma sistemática que foge aos padrões normais de qualquer sistema de crédito que pretenda ser seguro e duradouro.

Quanto à restrição de crédito às empresas, imposta pelos bancos comerciais, pode-se entender como uma precaução momentânea e até certo oportunismo. Sabe-se que os recursos destinados ao crédito comercial - a exemplo de descontos de duplicatas, capital de giro, crédito direto ao consumidor e outras linhas de curto prazo pela maioria dos grandes bancos comerciais brasileiros - há muito tempo não dependem de linhas internacionais. A exceção fica apenas para as linhas de crédito destinadas a financiar as operações de comércio exterior, a exemplo dos tradicionais ACC (Adiantamento de Contrato de Câmbio) ou ACE (Descontos de Cambiais Entregues), que continuam sendo operacionalizadas sempre com recursos captados em bancos internacionais.

Estas linhas, sim, foram reduzidas, mas deverão voltar à sua normalidade em breve, pois são operações sempre de curto prazo, muito lucrativas e com baixo risco. Os grandes bancos internacionais têm interesse em restabelecê-las, tendo em vista que precisam, mais de que nunca, de receitas.

A orientação para que o consumidor aperte o cinto e deixe para o futuro as suas decisões de consumo é válida, desde que o objetivo seja evitar o elevado grau de endividamento, a exemplo do que vem ocorrendo com a liberação de crédito consignado, cujos prazos chegam a 72 meses (ou 6 anos). Tomar crédito nesse prazo para consumir pode ser considerado um absurdo, da mesma forma que também é absurdo se financiar carros em até cem meses, com zero de entrada.
Os fundamentos da economia brasileira seguem firmes. Precisamos parar de falar em crise e continuar trabalhando, com vigor e otimismo, para o engrandecimento do Brasil.

Artigo originalmente publicado no Jornal Valor Econômico, Edição de 15/01/2009, Pg D2.

Este artigo reflete as opiniões do autor, e não do jornal Valor Econômico. O jornal não se responsabiliza e nem pode ser responsabilizado pelas informações acima ou por prejuízos de qualquer natureza em decorrência do uso destas informações.
 

Autor: P. T. Barnum
19/01/2011

a arte de ganhar dinheiro

São pontos fundamentais tanto para ganhar dinheiro quanto para a tarefa mais difícil de conservá-lo:

  1. Escolha a vocação certa e o lugar certo, a fim de dar vazão aos seus talentos.
  2. Evite dívidas. Endividar-se para comer ou beber e vestir-se deve ser evitado. Dinheiro, em alguns aspectos, é como o fogo: é um excelente servo, mas um amo terrível.
  3. Perseverem. Quando um homem está no caminho certo, ele deve perseverar. O homem não deve deixar-se dominar pelos “horrores” ou “melancolias”. A atitude positiva evita o esmorecimento na luta pela independência.
  4. Entreguem-se de corpo e alma ao seu trabalho. Façam todo o possível por si mesmos e depois confiem na Providência ou na sorte.
  5. Dependam de seus próprios esforços. A posse do perfeito conhecimento de seu ofício é uma absoluta necessidade para garantir o sucesso. Sejam cautelosos ao traçarem seus planos, mas sejam ousados na sua concretização.
  6. Use as melhores ferramentas. Contentem-se apenas com as melhores ferramentas, e não há ferramenta com qual se deve ser tão exigente quanto com as vivas (empregados). Se você as têm, conservem-nas. Nunca se envolva com um homem ou lugar malsucedidos, porque, embora o homem possa parecer honesto e inteligente e tente isso ou aquilo, sempre fracassará. Deve ser devido a alguma falha ou fraqueza não reconhecida por você, mas existente.
  7. Não vá além das suas possibilidades. Dê ouvidos à experiência alheia para evitar os rochedos e os bancos de areia, nos quais tantos se destroçam. Meninos pobres ficam ricos e meninos ricos ficam pobres. Nove em cada dez homens ricos nasceram meninos pobres, com vontade e determinação, disposição, perseverança, economia e bons hábitos. Eles foram progredindo, ganharam seu próprio dinheiro e o pouparam. Prossigam confiantes, estudem as regras e, sobretudo, estudem a natureza humana. O dinheiro não serve para nada, salvo se você conhece o seu valor pela experiência.
  8. Aprenda algo útil. Todo homem deveria obrigar seu filho a aprender um ofício para ele ter alguma coisa tangível à qual recorrer no caso de perda dos bens. As fortunas vão e vêm.
  9. Não sejam visionários demais. O erro de cantar vitória antes do tempo é um hábito raramente corrigível com a idade.
  10. Não dispersem seus esforços. Muitas fortunas escaparam por entre os dedos de um homem por ele ter-se ocupado de várias atividades ao mesmo tempo.
  11. Sejam sistemáticos. A pessoa sistemática, com hora e lugar para tudo e é pontual, realizará o dobro, com muito menos esforço, se comparada a uma outra pessoa, descuidada e desleixada.
  12. Leiam os jornais. Quem deixa de ler o jornal se alheia de seus semelhantes.
  13. Cuidado com operações externas. O homem não pode arriscar sua fortuna investindo em áreas nas quais não tem nenhuma experiência. Não pode deixar-se influenciar pelos bajuladores.
  14. Sejam gentis com os clientes. Gentileza e cortesia são o melhor capital já investido nos negócios. Grandes lojas, cartazes cintilantes, publicidade grandiosa mostrar-se-ão inúteis se você ou seus funcionários tratarem seus clientes com grosseria.
  15. Sejam caridosos. Ser caridoso é um dever e um prazer. A melhor caridade é ajudar às pessoas desejosas de ajudar-se a si mesmos. A esmolaria promíscua, sem investigação do merecimento do requerendo, é incorreta em todos os sentidos.
  16. Não sejam indiscretos. Alguns homens têm o tolo hábito de revelar seus segredos profissionais.
  17. Mantenham a integridade. A honestidade não é apenas a base do sucesso financeiro, mas do sucesso em qualquer campo. A integridade intransigente de caráter é inestimável.


Seleção de trechos do discurso “A arte de ganhar dinheiro”, proferido em mais de duzentas ocasiões por P. T. Barnum (1810 – 1891), o maior “showman” dos EUA, além de multimilionário (“Os gênios dos negócios”. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004, p. 330).

Fonte - http://www.newton.freitas.nom.br/artigos.asp?cod=1